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ESPIRITISMO :  FILOSOFIA, CIÊNCIA  E MORAL

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Comunhão Espírita Cristã

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Estrada de D. Miguel, 423. Baguim do Monte.

4435-677 RIO TINTO

Mediunidade não é Espiritismo

Há confusões absurdas que estão a ser desfeitas, graças ao maior estudo deste assunto.
É bem o caso de Espiritismo não ser mediunidade.
Ele é doutrina. Ela é fenómeno - que está bem longe de só existir ligado aos espíritas.
Tanto a diferença é notória que, em referência concreta da doutrina e do fenómeno às pessoas, foram criados por Kardec os neologismos ESPÍRITA e MÉDIUM, naturalmente com significados bem distintos.
O primeiro é o adepto da ideia. O segundo é a pessoa que tem faculdades mediúnicas (a mediunidade é o que se chama percepção paranormal; o médium é o intermediário entre duas dimensões: a espiritual e a material).
O Espiritismo não só em nada se assemelha a bruxarias, superstição ou crendice, como não é (já o dissemos!), também, mediunidade.
A mediunidade, enquanto fenómeno paranormal não utilizado, é neutra, serve para o bem ou não. O Espiritismo aponta sempre a edificação do bem.
Mas, na prática, há sempre uma utilização do fenómeno mediúnico! Aqui devemos falar de MEDIUNISMO (é o já dito fenómeno praticado de acordo com as ideias próprias de quem o pratica, quaisquer que sejam).
Existem, por exemplo, os chamados sincretismos afro-religiosos (como a Umbanda e outros) e existem, por igual, pessoas habituadas às religiões tradicionais que, talvez por se sentirem insatisfeitas, verificando a existência concreta do fenómeno mediúnico, passam a praticá-lo, juntando-lhe as suas ideias pessoais.
Mas isso pouquíssimo tem a ver com Espiritismo. E porquê «pouquíssimo»? Simplesmente porque o elo comum, único e singular é a mediunidade. Mediunidade que é neutra, não tem valores próprios (depende dos valores de quem a utiliza e para quê).

Assuntos claros, tantas confusões

Razões históricas explicam tudo isso.
O passado elucida-nos plenamente. Numerosos personagens, muito distintos, no princípio do século XX, foram espíritas confessos: médicos (Dr. Martins Velho, Dr. Sousa Martins, Dr. Joaquim Freire, Drª. Amélia Cardia), militares (General Passaláqua, Coronel Faure da Rosa), etc..
O regime ditatorial, derrubado em 1974, poucas décadas depois do seu advento, por repressão, dissolveu as associações espíritas existentes, apropriando-se injustamente de considerável património, fruto de doações por falecimento de espíritas (que haviam sido comerciantes, etc.) endinheirados.
Importa esclarecer aqui que todo o serviço espírita NÃO ADMITE, em qualquer circunstância, remuneração. É imperioso dar de graça o que de graça se recebeu (e a ideia espírita e até a faculdade mediúnica são paradigmas dessa situação).
Retirado o direito de reunião, de associação e a própria liberdade de consciência, um só caminho restou - reuniões restritas aos lares, que se prolongaram durante os anos possíveis. Já não havia mais estudo participado por um maior número de pessoas, e, a breve prazo, o que continuou a existir, transformou-se num mediunismo caseiro (pessoas que se reuniam à volta de uma mesa, etc.,etc.).
Enfim, algo que prosseguiu e se fez sentir, de algum modo, mesmo após o 25 de Abril de 1974 E QUE TÃO POUCO TEM A VER COM ESPIRITISMO!...

 

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Última modificação: 24-Set-2006